Barroso cogita deixar STF antes da aposentadoria e tensão cresce na Corte



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, estaria considerando antecipar sua saída da Corte após deixar a presidência, no fim de setembro. A informação foi divulgada pelo site Poder360 nesta quarta-feira (6).


Segundo fontes ouvidas pelo veículo, Barroso tem demonstrado frustração com o ambiente de divisão interna entre os ministros e um sentimento de impotência para lidar com os conflitos. Publicamente, ele tem adotado uma postura conciliadora, mas nos bastidores estaria desanimado com o cenário.


Se confirmada, a saída antecipada de Barroso adiantaria sua aposentadoria em mais de sete anos — ele só seria obrigado a deixar o cargo em 2033. Além disso, sua proximidade com os EUA, onde possui imóveis e vínculos acadêmicos, o torna mais vulnerável a eventuais sanções internacionais, como a Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.


A possível saída abriria espaço para que o presidente Lula (PT) indique mais um ministro ao STF, somando-se às nomeações já feitas de Cristiano Zanin e Flávio Dino. Entre os cotados para a vaga estão Bruno Dantas (TCU), Jorge Messias (AGU), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Vinicius Carvalho (CGU).


Nos bastidores, há ainda relatos de desconforto entre ministros com a atuação de Alexandre de Moraes, especialmente no caso da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, vista como precipitada por parte da Corte. O receio de sanções internacionais contra ministros também tem aumentado as tensões internas.


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